Para que você sabia tudo sobre os relógios, o blog Mais Que Relógios preparou uma lista descritiva com os principais termos utilizados no mundo relojoeiro.

A

  • Aba  É a parte da caixa dos relógios na qual é fixada a pulseira. Também pode ser chamada de asa ou alça.
  • Abertura Pequena janela no mostrador de alguns relógios. Através dela, é possível ver algumas indicações como data, dia da semana e outras informações são fornecidas.
  • Aço Inoxidável  Liga de aço-carbono contendo elementos adicionais, principalmente o níquel e o cromo, os quais conferem a sua resistência à oxidação e à corrosão.
  • Affix – Pequena lâmina bimetálica com uma das extremidades fixadas no anel do balanço. Ela é utilizada para compensação do erro de temperatura.
  • Ajuste Procedimento de calibragem do relógio, normalmente em cinco posições: 1-mostrador para cima. 2-mostrador para baixo. 3-coroa para a direita. 4-coroa para a esquerda e 5-coroa para cima. Esse procedimento é utilizado para a calibragem devido aos erros de marcha decorrentes do balanceamento das partes giratórias do movimento, em especial a roda de balanço. Também são realizados ajustes para compensação de temperatura os quais são executados em pelo menos três diferentes temperaturas.
  • Ajuste rápido   (do fuso horário) Mecanismo acionado através de um botão para ajustar o indicador das horas do segundo fuso horário.
  • Ajuste Rápido da Data – Função que permite a correção da data, meses de 28, 29 ou 30 dias, sem interromper ou alterar a marcha do relógio.
  • Alarme – Sinal acústico produzido por um pequeno martelo era acionado no horário pré-estabelecido pelo usuário. Utilizado desde o século XVI, foi uma das primeiras complicações incorporadas nos relógios mecânicos.
  • Alternâncias/hora – Constitui-se de meia oscilação. Uma oscilação é constituída por duas alternâncias, é o tique-taque dos relógios mecânicos.
  • Amplitude  É o maior ângulo com o qual o balanço oscila a partir da posição de repouso.
  • Ampulheta – Instrumento para medição do tempo, cuja principal característica é a portabilidade e a medição de períodos de curta duração. Os primeiros registros de seu uso datam de 250 D.C, foi largamente utilizada na antiguidade. Compõem-se de uma armação que suporta duas ampolas de vidro com formato cônico, interligadas em seus vértices por uma passagem de diâmetro reduzido. O diâmetro dessa passagem determina o tempo de escoamento da areia de uma câmara para a outra. O interior de uma das câmaras é preenchido com areia. O escoamento da areia da câmara superior para a inferior é feito por gravidade.
  • Analemma – É a representação da trajetória do Sol na esfera celeste durante o ano. Podemos obter essa representação através de uma experiência muito simples: Escolha um local aberto, que receba o sol durante todo a ano e fixe de forma rígida e perpendicularmente ao solo, uma haste com aproximadamente um metro de altura. Corte doze pedaços menores e durante um ano, a cada mês, no mesmo dia e ao meio dia, marque com o segmento menor a extremidade da sombra projetada pela haste maior, o gnomom. Ao final de 12 meses poderemos visualizar uma figura com o formato aproximado do número 8, que é a trajetória do Sol ao longo do ano. O analemma é a soma de dois efeitos, o primeiro é a inclinação do eixo de rotação da terra que é de 23,5º em relação ao plano da órbita do Sol, o segundo é devido a órbita da terra em torno do Sol não ser um círculo e sim uma elipse.
  • Âncora – Alavanca do escapamento, contendo em uma extremidade as paletas de entrada e saída, montadas em ângulo reto com o corpo propriamente dito. No outro extremo dessa alavanca temos o garfo ou forquilha, componente através do qual a roda de balanço e acionada.
  • Anglage – Acabamento dado nas arestas das placas e pontes do movimento, aparando as arestas em um ângulo de 45º, manualmente com auxílio de uma lima, ou através de um pantógrafo.
  • Anti-magnético – Veja “não-magnético”.
  • Anti-choque – Veja “Proteção contra choque mecânico”.
  • Arco É o trajeto descrito pela oscilação da roda do balanço, equivalente a duas vezes a sua amplitude, ou seja, um balanço com amplitude de 270º descreve um arco de 540º.
  • Árvore Extremidade do eixo das rodas e pinhões. Eixo ou fuso, haste na qual são fixadas ou acopladas as engrenagens, pinhões, a roda de balanço ou outros dispositivos.
  • Automático – Movimento no qual uma massa oscilante excêntrica fornece a energia potencial para ser armazenada pela mola principal do relógio (corda). Essa mola ao desenrolar-se converte a energia potencial em energia cinética. A física desse processo está na conservação do momento de inércia dessa massa, que oscila em decorrência do movimento do braço do usuário do relógio. Os relógios automáticos tem a sua mola da corda carregada através dos movimentos do pulso do usuário, que fazem oscilar a massa oscilante excêntrica chamada rotor. Além disso, podemos  carregar a mola da corda através da coroa. Esses relógios possuem um mecanismo de proteção no tambor da corda para evitar a sobrecarga na mola.

B

  • Balanço – Roda de Balanço – Roda a qual, junto à mola de cabelo (ou mola do balanço), controla o ritmo com o qual a mola principal (corda do relógio) se desenrola, permitindo assim o movimento das engrenagens do relógio de forma predeterminada. Geralmente é a sexta roda a compor o trem de engrenagens do movimento. Através dessa oscilação o fluxo de tempo é dividido uniformemente.
  • Balanço bimetálico – Roda de balanço, cujo aro é constituído de dois metais com diferentes coeficientes térmicos, com a função de contrabalançar alterações dimensionais provocadas por variação de temperatura, cuja conseqüência é a alteração na marcha do mecanismo do relógio.
  • Banking, Anteparo ou Batente – Sistema de controle do arco (amplitude) de vibração do balanço. Pode ser constituído de pinos de anteparo, os quais limitam o movimento da ancora, assim permitindo o correto acoplamento das paletas com a roda de escape. Nos relógios com selo de Geneva exige-se que esse dispositivo seja constituído de um batente sólido, parte integrante da placa do movimento.
  • Barril  Cilindro que contém a mola principal (mola da corda) do relógio. Gira livremente sobre o seu eixo. No barril a mola principal do movimento, tem uma de suas extremidades fixada na sua parede interna e a outra fixada ao eixo ou árvore do barril. Externamente o barril tem acoplado a engrenagem ou primeira roda do movimento, a qual transmite rotação ao primeiro pinhão do trem de engrenagens do relógio. Existem vários tipos de barril, no sistema de fuso (utilizado em mecanismos antigos) o barril não possuía engrenagem acoplada, uma corrente era tracionada pelo fuso atuando sobre a mola fixada no interior do barril. Alguns barris tem montagem peculiares, sendo fixados ao movimento apenas pela sua parte superior na ponte ou torneira, são os do tipo suspenso. Outros são apoiados na placa do movimento, com a engrenagem conectada ao eixo. O torque para carregar a corda no barril é transmitido por um sistema de catraca (clic).
  • Beat – Som produzido pelo relógio, conhecido como “tic-tac”. Característico do movimento do relógio quando em funcionamento. Produzido pelo acoplamento e desacoplamento das paletas de entrada e saída na roda de escape.
  • Beetle-Hart – Ponteiro das horas com formato utilizado em relógios do século XVIII. Esse tipo de ponteiro era utilizado juntamente com um ponteiro dos minutos do tipo bastão.
  • Bezel – Parte da caixa do relógio cuja função inicialmente era a fixação do vidro. Atualmente o bezel também recebe escala para variadas funções, podendo apresentar movimento giratório uni-direcional ou bi-direcional.
  • Bimetálico  Formado por dois metais, o latão e o aço, por exemplo, por possuírem diferentes coeficientes de expansão térmica eram utilizados nas roda do balanço para compensação dos efeitos da variação de temperatura das molas de balanço fabricadas em aço.

C

  • Cabochon  Pedra preciosa polida sem arestas, em formato circular, utilizada como elemento decorativo na coroa de alguns relógios.
  • Caixa dos relógios de pulso ou bolso – Utilizada para a proteção do movimento. Estão disponíveis em diversos tipos de materiais, formas e acabamentos.
  • Calendário duplo Calendário com a indicação do dia do mês e dia da semana. Esses calendários nos relógios mais simples requerem correção manual para os meses com menos de 31 dias.
  • Calendário Perpétuo – Mecanismo que automaticamente realiza as correções dos dias 28, 29 e 30 dos meses, e no ano bissexto. Alguns desses mecanismos necessitam da intervenção de técnico especializado para troca de engrenagens após certo número de anos.
  • Calendário triplo – Calendário com as indicações acima e adicionalmente o mês do ano.
  • Calibre – Termo utilizado para definir o tamanho do movimento. Neste caso, expresso em milímetros ou em “linhas” (lines), 1 linha = 2,256mm. Também é empregado para denominar o tipo de design do relógio ou uma série de um determinado tipo de movimento. A identificação através do calibre permite a identificação de todos os componentes do movimento.
  • Cerâmica de alta tecnologia –  Esse tipo de material é utilizado em aplicações que requerem desempenho a elevada temperatura. Exemplo, os escudos protetores térmicos dos ônibus espaciais. Seu emprego na relojoaria propiciou caixas com elevado grau de acabamento e resistência a riscos. As caixas em cerâmica são fabricadas utilizando o pó de diamante como abrasivo. Obtém-se com isso um alto polimento da superfície.
  • Chave de Breguet – Chave para dar corda no relógio na qual uma extremidade do seu eixo contém uma catraca com uma embreagem. Esse sistema permite que somente a rotação no sentido correto para a carga da corda atue sobre a mola principal. Uma tentativa de dar a corda girando a chave no sentido contrário faz com que a embreagem deslize sem transmitir rotação ao barril da corda, impedindo, assim, danos ao movimento.
  • Clepsidra – Instrumento para medição do tempo que se utiliza do escoamento controlado da água através de um orifício situado na base de um reservatório. Uma escala adicionada a esse instrumento permite a leitura do tempo. Atribui-se a Platão a construção da mais antiga clepsidra, 430 aC.
  • Click – Pequena trava articulada em torno de um eixo, mantida acoplada aos dentes da engrenagem do tambor da mola principal. A função do “click” é permitir a rotação da engrenagem do tambor da mola principal em uma única direção, possibilitando carregar a mola principal do movimento. O Click é mantido constantemente sob pressão contra o dente da engrenagem do tambor da mola principal de forma a impedir que a engrenagem do tambor gire no sentido oposto ao da rotação utilizada no seu carregamento.
  • Colar – (collet) Anel de retenção geralmente feito de latão, cuja função é a de fixar a extremidade da mola de balanço no eixo da roda.
  • Compensação auxiliar – Trata-se de um dispositivo adicionado à roda de balanço bimetálica para reduzir a variação da marcha do relógio em decorrência do erro da temperatura média.
  • Compensação de Temperatura – Dispositivo utilizado para contrabalançar os efeitos de alterações na marcha do relógio, decorrente de variação da temperatura sobre a mola de balanço (quando feita em aço).
  • Complicação – Mecanismos adicionais colocados aos relógios, feitos exclusivamente por especialistas. Uma das mais importantes complicações para os relógios mecânicos incluem os cronógrafos, calendários, indicadores retrógrados (reserva de corda e indicadores de dias) e alarmes. Alguns autores excluem dessa definição o calendário de dia e data que são visualizados em janelas do mostrador.
  • Contrate Wheel – Roda na qual os dentes estão perpendiculares ao seu plano de rotação. Esse tipo de engrenagem foi muito utilizada em mecanismos com reguladores do tipo Vergê, sendo a quarta roda construída como “contrate wheel”.
  • Controlador (Controller) – Componente do sistema de oscilação, a roda de balanço, âncora do escapamento ou Foliot, o qual em conjunto com a roda de escape permite o movimento do trem de engrenagens de forma adequada à medição do tempo.
  • Corda (Mola principal) – Trata-se de um tira metálica longa e elástica, conformada na forma espiral, com secção transversal retangular, constituída geralmente de uma liga de aço níquel cromo com adição de cobalto, berílio e molibdênio cujo nome comercial é Nivaflex. As molas de Nivaflex são inoxidáveis, possuem alta resistência à deformação e à ação magnética. A corda ou mola principal é fixada através de uma de suas extremidades por meio de olhais ou ganchos, na parede interna do tambor e a outra extremidade no eixo do tambor.
  • Coroa – Botão serrilhado, colocado lateralmente à caixa do relógio, geralmente na posição da 3 horas, cuja função é a de dar corda nos mecanismos de corda manual ou automático e também efetuar o ajuste dos ponteiros, do display da data ou outras complicações que o relógio possua.
  • Coroa Rosqueada  Existem relógios cuja coroa é rosqueada à caixa, conferindo assim maior capacidade de estanqueidade a esta. Relógios que possuem esse tipo de montagem, necessitam que a coroa seja desenroscada para o seu acionamento. Nesses relógios a estanqueidade somente está assegurada quando a coroa esta completamente rosqueada à caixa.
  • COSC – Controle Oficial Suíço de Cronometragem –
  • “Côtes de Genève” – Decoração aplicada nas pontes, torneira e placas do movimento de alguns tipos mais elaborados de relógios. Esse tipo de acabamento é obtido através de um tratamento mecânico da superfície. Apresentam, geralmente, variados padrões geométricos, circulares e nervurados.
  • Cristal – Designação para a capa transparente do mostrador do relógio, muitas vezes chamada simplesmente de “vidro”. Os “vidros”, muitas vezes constituídos de material plástico, começaram a ser utilizados após o ano de 1900. Cristais de rocha também foram utilizados para essa finalidade. Ver também Vidro Mineral e Vidro de Safira.
  • Cristal de Safira – O cristal de safira é um cristal sintético, utilizado nos relógios de pulso. Sua fabricação requer ferramental diamantado e maquinário específico em face de sua dureza que é de 9 na escala mohs. O diamante tem o valor máximo nessa escala, 10. A safira é extremamente resistente a riscos e ao estilhaçamento. Não possui, porém, alta resistência a impacto.
  • Cronógrafo (do grego, “regulador do tempo”) Relógio dotado de um sistema de parada do ponteiro dos segundos. Popular complicação para a medição de intervalos de tempo com o qual se permite ao ponteiro central dos segundos, partir, parar e retornar a zero, independente da marcha do movimento, não afetando as indicações do mostrador das horas. Alguns cronógrafos dispõem de contadores de minutos e muitas vezes, acumulador de horas.
  • Crown Wheel – Roda tipo Coroa, nesse tipo de Roda, de forma análoga à Contrate Wheel, os dentes estão dispostos em um plano perpendicular ao eixo de rotação da Roda. Nessa Roda, os dentes destinam-se ao acionamento das paletas do Vergê, tendo a função de Roda de Escape no escapamento do tipo Vergê.
  • Curb pin – Pino limitador Componente do regulador cuja função é a de alterar o comprimento efetivo da mola de balanço. O curb-pin é composto por dois pinos montados lado a lado, com a mola de balanço passando entre eles. Esses dois elementos são fixos em um braço ou quadrante, o qual pode ser movido ao longo de parte do comprimento da mola espiral , variando o seu comprimento livre para a vibração.

D

  • Display Analógico – Mostrador clássico constituído de um par de ponteiros. A indicação do tempo é obtida através da posição relativa dos mesmos sobre o mostrador do relógio.
  • Display Analógico-digital Mostrador constituído por ponteiros (display analógico) e por indicadores numéricos (display digital).
  • Display da Data – As indicações da data, podem ser na forma analógica com ponteiros ou digital através do uso do disco numerado que gira sob o mostrador do relógio. Nesse caso é utilizado um disco com as inscrições do dia do mês e um outro disco com os dias da semana conforme o caso. Através de uma janela no mostrador essas marcações do disco podem ser visualizadas. O mecanismo do disco ou ponteiro no caso da data gira uma rotação completa a cada 31 dias. Ambos são movidos uma posição por dia, à meia-noite.
  • Display digital do tempo – A indicação do tempo também pode ser feita através de numerais. Nesse caso, anéis ou discos marcados com números giram sob o mostrador e o tempo corrente é visualizado através de uma janela no mostrador do relógio.
  • Dondi – Giovani de Dondi, construiu em Pádua um complexo relógio astronômico para a época, 1348-1364. Possuía mostrador de 24 horas, indicação do nascer e por do Sol, dia do mês, calendário anual, conversão do tempo sideral em tempo médio e a indicação da trajetória dos planetas conhecidos na época.

E

  • Ebauche – Trata-se do movimento inacabado, somente com o trem de engrenagens. Não possui, na maioria das vezes, o mecanismo de corda principal e o sistema de regulação do movimento, ou seja, o escapamento , a roda e a mola de balanço. Os ebauches são fabricados por um número limitado de fábricas as quais fornecem para as grandes marcas que inserem modificações no movimento e completam o mecanismo. Os ebauches são a base para o relógio acabado.
  • Eixo do balanço – Eixo no qual esta fixada a roda de balanço ou sexta roda do trem de engrenagens do relógio, normalmente fabricado em aço com pivôs de dimensões reduzidas para minimizar o atrito.
  • Elinvar – Designação comercial de liga metálica aço-carbono, níquel-cromo, com 59% ferro, 36% níquel e 5% de cromo, com dureza rockwell de aproximadamente RB-70, utilizada na fabricação de molas de balanço por sua grande estabilidade dimensional face à variação de temperatura (veja também Invar).
  • Ellipisis – Rubi sintético da paleta de balanço. Quando utilizado em relógios de bolso esse tipo de paleta tinha a forma de uma elipse para reduzir o atrito no garfo da âncora no balanço.
  • Equação do Tempo  Termo proposto por John Flamsteed em 1670 para designar a diferença entre a hora solar verdadeira e a hora solar média. A Equação do Tempo contém uma série de valores que devem ser algebricamente somados á hora solar verdadeira para, juntamente, com a correção da longitude e da hora de verão, se obter a hora solar média ou hora do relógio. Os valores da Equação do Tempo são devidos a dois fatores:Obliquidade – O plano do equador da Terra está inclinado em 23º 5` com relação ao plano de sua órbita em torno do Sol. Isto é chamado ângulo de obliquidade. A Terra orbita o Sol segundo uma elipse e não um círculo. Isso torna o movimento da Terra em torno do Sol desigual.
  • Erro Barométrico – Mudanças na marcha do relógio causada pela variação da pressão do ar. Alguns relógios de precisão utilizam o pêndulo em uma câmara selada onde é estabelecido vácuo parcial de forma a manter a pressão e a temperatura do ar constantes. Certos tipos de relógios de pulso tem a sua caixa selada a vácuo.
  • Erro Médio de Temperatura – A elasticidade da mola de balanço não varia na mesma proporção da compensação dos efeitos do balanço bimetálico. O movimento com esse tipo de balanço apresenta precisão somente em duas temperaturas. Essa imprecisão entre os dois extremos de temperatura pode ser corrigida através da compensação auxiliar.
  • Erro de Posição – Alteração na marcha do relógio decorrente de diferentes posições em que o relógio é colocado. Esse tipo de erro ocorre quando o eixo do balanço ou os pivôs estão gastos ou os seus mancais (nas pontes ou torneiras) estão desalinhados. Pode ocorrer também em escala menor em movimentos com boa manutenção como resultado de componentes que estejam desbalanceados ou com tolerâncias imprecisas entre as partes de contato. Movimentos de boa qualidade são testados na fábrica em cinco posições.
  • Escala Taquimétrica  A escala taquimétrica é adicionada em relógios para permitir a medição da velocidade média de um corpo em uma distancia pré-estabelecida.Normalmente  a distância pré-estabelecida na escala taquimétrica é de 1000 m. Quando um veículo, por exemplo, percorre essa distancia em 20 seg. a escala taquimétrica indicará uma velocidade de 180km/h.
  • Escala Telemétrica – Escala adicionada em relógios para permitir a medição de distância percorrida por um corpo em velocidades pré-estabelecidas.
  • Escala Pulsimétrica – Escala presente em relógios com os quais podemos fazer a medição dos batimentos cardíacos (Doctors watches). Dispara-se o cronógrafo e conta-se quinze batimentos, parando o ponteiro novamente. Em seguida lê-se na escala a quantidade de batimentos sem necessidade de nenhuma conta. Uma variante dessa escala é a que permite a medição da freqüência respiratória (asthomometer).
  • Escapamento  Mecanismo formado pela paleta, âncora e roda de escape, situado entre a roda de balanço com a mola de cabelo e o trem de engrenagens. O mecanismo de escapamento funciona recebendo a força da mola principal (corda) e transferindo para a roda de balanço em pequenos impulsos. Avançando um dente por oscilação, a roda de escape determina que todo o trem de engrenagens tenha o mesmo ritmo do escapamento.
  • Escapamento tipo Vergê/Foliot – Utilizado como sistema de regulação nos primeiros relógios mecânicos. O vergê é uma haste pivotada com um braço horizontal em uma das extremidades, o Foliot. Na haste pivotada duas paletas dispostas em ângulo de 90º ou 100º recebem impulso de uma engrenagem tipo coroa(contrate wheel). A oscilação do Foliot avançando e retrocedendo faz com que a engrenagem tipo coroa avance um dente, determinando a cadência do trem de engrenagens do mecanismo. A regulagem do padrão de oscilação desse sistema é obtida com a adição de pesos nos braços do Foliot bem como do seu posicionamento ao longo desse braço, alterando o seu momento de inércia.
  • Escape de âncora – Denominado também escape de âncora com palhetas ou escape suíço. Foi inventado em 1715 pelo Inglês George Graham. O escape de âncora podem ser dos seguintes tipos: Escape de ancora inglês, o escape de âncora tipo Glashütte e o escape de âncora Suíço.
  • Esfera Armilar – Representação do Universo em um modelo fixo, composto de múltiplos anéis metálicos. Utilizado a cerca de 2000 anos.
  • Esmalte – Material vitrificado em forno especial, a uma temperatura de 1200 Cº. A sua cor é obtida com a adição de determinados aditivos químicos como o óxido de titânio, zircônio e outros corantes. Após esse processo o esmalte é temperado, e seus grãos moídos com corantes, aplicado sobre um substrato metálico e levado a um forno com temperatura de 800 a 900 Cº para vitrificação.

F

  • Fase da Lua – Essa complicação indica a fase da lua, através de uma janela semi-circular no mostrador do relógio. Esse indicador possui gravado em um disco duas figuras da lua cheia, diametralmente opostas. Uma engrenagem faz com que o disco gire duas vezes sobre o seu eixo em um período de 59 dias.
  • Flyback  O flyback ou o retorno a zero é uma função que permite que o cronógrafo seja reposto a zero sem a necessidade de parar o ponteiro. Nos cronógrafos normais o ponteiro tem que ser parado para depois ser retornado á posição zero e aí, partir novamente. A função flyback é útil em aplicações aeronáuticas, onde muitos segmentos ou pernas da rota são medidos seqüencialmente e o ato de parar o cronômetro, zerar e partir novamente introduz a erro na medição.
  • Freqüência – É o número de oscilações por segundo, a sua unidade de medida é o Hertz, 1Hz = 1 oscilação completa por segundo, igual a 7200 semi-oscilações por hora. Enquanto movimentos antigos possuíam freqüência do balanço de 18.000 semi-oscilações por hora (2,5)Hz os mais recentes movimentos mecânicos possuem freqüência de 28.800 semi-oscilações por hora. Ou seja , 4 Hz.
  • Free-Sprung – Característica de alguns reguladores, cuja roda de balanço não possui o dispositivo de regulagem do comprimento de vibração da sua mola do balanço. Esses movimentos são geralmente, do tipo cronômetros e qualquer necessidade de ajuste da marcha é feita através de parafusos radialmente colocados na roda de balanço (timing screw).
  • Fuso Foi desenvolvido para utilização nos relógios com acionamento através de mola. Os primeiros mecanismos eram acionados através de pesos os quais forneciam um torque constante ao mecanismo. O mesmo não ocorre com os acionamentos através de mola. O desenrolar da mola produz um torque decrescente alterando a cadência do relógio conforme se desenrolava. O fuso era um dispositivo que através da variação do diâmetro de um carretel, buscava corrigir essa característica.

G

  • Gaxeta (gasket) – Utilizada em relógios á prova d’`água para selar a tampa traseira da caixa, o vidro e a coroa, protegendo o mecanismo contra a infiltração de água, durante a utilização normal do relógio.
  • Glucydur – Trata-se de uma liga de cobre com 3% de berílio que possui grande estabilidade dimensional em uma extensa faixa de temperaturas. O Glucydur passou a ser utilizado na roda de balanço dos relógios finos, como material substituto da roda de balanço bimetálica, após a invenção da mola espiral em Nivarox. As características de elevada estabilidade dimensional face à mudanças de temperatura do Nivarox tornaram desnecessárias as construções bimetálicas das rodas de balanço para a compensação de temperatura. O Balanço de Glucydur apresenta cor dourada e dureza 380 a 400 Vickers, dessa forma, o Glucydur permite excelente regulagem e balanceamento, melhor fixação, além de ser anti-magnético e inoxidável.
  • G.M.T. – Greenwich Mean Time (tempo médio de Greenwich) para o fuso 0. O conceito de GMT foi introduzido em 01 de novembro de 1864, sendo conhecido cientificamente como UTC – Universal Time Coordinated (Tempo Universal Coordenado), e utilizado como tempo universal padrão.
  • Gnomon Trata-se de um dispositivo já utilizado na Grécia antiga e também pelos Romanos. Consiste de uma haste que é fixada verticalmente no solo. A trajetória do Sol na abóbada celeste projeta a sombra desta haste no solo, permitindo a obtenção de diferentes informações, tais como : a hora local, identificação dos pontos cardeais e o meridiano astronômico do lugar.
  • Going Barrel ou Going fusee  Conjunto de engrenagens da base do tambor da corda principal ou do fuso (no caso desse sistema), cuja função é manter o fornecimento do torque de acionamento do trem de engrenagens do movimento enquanto é dado corda na mola principal do mecanismo. O relógio com esse tipo de mecanismo não tem o funcionamento interrompido durante o procedimento de carga da mola principal (corda).
  • Greenwich  O Observatório de Greenwich foi fundado em 1675 pelo rei Charles II da Inglaterra. O objetivo inicial do Observatório era solucionar o problema da medição da longitude em alto mar. Várias tábuas envolvendo a medição da distância da lua às estrelas foram produzidas para permitir a obtenção da hora de Greenwich pelos marinheiros em alto mar. Esse método de obtenção da longitude era conhecido como “método da distancia lunar”. Pelo observatório de Greenwich passa o Meridiano de longitude zero, conforme estabelecido na Conferência Internacional do Meridiano realizada em 1884 em Washington-DC. Participaram dessa conferência 25 países e por 22 votos Greenwich foi escolhida como origem dos meridianos, longitude 00. Houve um voto contra, o de Santo Domingo e duas abstenções, França e Brasil.
  • Guilloché  Técnica de gravação mecânica de sulcos no mostrador e também utilizada na caixa dos relógios. Consiste na execução,através de maquinaria específica, de sulcos desenhados conforme um fino padrão de linhas geométricas.

H

  • Horário de Verão  A primeira proposta de implantação do Horário de Verão foi feita pelo inglês William Willet , em 1907. A sua proposta era que a sociedade antecipasse o início das suas atividades diárias de forma a realizar a maior parte delas durante a ocorrência da luz solar, propiciando economia de energia elétrica. Da mesma forma como ocorre ainda hoje, várias pessoas se opuseram a essa proposta a qual não seguiu adiante. Somente em 1916 é que na Alemanha ocorreu a sua implantação, sendo seguida posteriormente por outros países. No Brasil o Horário de Verão foi adotado pela primeira vez em 1931 com o mesmo objetivo, ou seja, a economia de energia elétrica. Da mesma forma que em 1907, ainda hoje não temos a unanimidade da sociedade quanto a conveniência da sua aplicação. Uma das questões levantadas é que a essa alteração no horário afeta negativamente o ritmo biológico das pessoas.
  • Horas Babilônicas  Antigo sistema de medição do tempo utilizado na Babilônia. O dia era dividido igualmente de 1 a 24 horas, iniciando a contagem com o nascer do Sol de cada dia.
  • Horas Italianas  Sistema de medição do tempo utilizado na Itália. O dia era dividido igualmente de 1 a 24 horas, iniciando a contagem com o por do Sol de cada dia. Giovanni De Dondi utilizou esse sistema na construção de seus relógios
  • Horas Saltantes (junping hours)  É uma função que permite a visualização digital das horas em uma janela na posição das doze horas do mostrador e a indicação dos minutos através de ponteiros. A cada volta do ponteiro dos minutos um gatilho muda instantaneamente a visualização da indicação da hora.
  • Horologia – É a ciência da medição do tempo, a palavra tem origem no grego, hora (instante no tempo) e logos (raciocínio). Estritamente falando, o Horologista é um pesquisador abstrato, não um construtor de relógios. No entanto esses dois aspectos acabaram se sobrepondo em uma única pessoa.

I

  • Impulso – Momento do contato entre a Roda do Escapamento e a roda de balanço através da paleta de impulso, permitindo transferência de força á mola de balanço, mantendo, dessa forma a oscilação do sistema regulador.
  • Indicador de Reserva de Marcha  É um dispositivo próprio dos relógios mecânicos, seja de corda manual ou automáticos, cuja função é a de informar o tempo em que o movimento funcionará até do desenrolar completo da mola principal ou corda caso essa não seja novamente carregada(veja Reserva de Marcha).
  • Indicador Retrógrado O indicador de reserva de marcha é um tipo de indicador retrógrado, uma vez que percorre a sua escala do valor maior para o menor. Nos relógios com esse tipo de complicação normalmente o ponteiro parte da marca de 40 horas para a marca de 0 horas, ou fim da corda. Nos dispositivos de indicação de minutos, esse mecanismo geralmente consiste em uma alavanca acoplada a um fuso ou conjunto de engrenagens que faz com o ponteiro retorne à posição inicial ao atingir o fim de curso da escala.
  • Invar – O Invar é uma liga de Ferro e Níquel, com 64% de Ferro e 36% de níquel. Possui um coeficiente de expansão de cerca de 0,1% do aço carbono. Era utilizado na construção de pêndulos.O nome Invar deriva do latim “Invariabilis”, o que não varia. Seu inventor foi Charles Edouard Guillaume, nascido em Neuchatel na Suíça, foi prêmio Nobel de Física de 1920.
  • Isocronismo – Propriedade de um movimento oscilatório de ter a mesma duração, independente do arco percorrido no trajeto considerado. As molas de balanço utilizadas no ano de 1670 não possuíam um isocronismo satisfatório, em parte devido á fadiga dos materiais empregados na sua construção. Para as molas cilíndricas o isocronismo era melhorado dobrando-se as suas extremidades em direção ao seu centro. Breguet descobriu que, para obter o mesmo efeito nas molas espirais era necessário curvar a ultima espira colocando-a paralela acima do plano da mola, essa configuração denominou-se de “overcoil de Breguet”.

L

  • Latão – Liga de cobre e zinco introduzida na relojoaria no século XVI. Foi utilizada primeiramente nas caixas, mostradores e placas do movimento. Posteriormente as engrenagens também passaram a ser fabricadas em latão.
  • Line ou ligne  Unidade de medida derivada do “pied du roi”, pé do rei francês, utilizada na França e na Suíça, corresponde a 2,255mm. Essa unidade de medida é utilizada para determinar o tamanho do movimento.
  • Longitude – Distancia angular com origem no meridiano de Greenwich (longitude 0º) contada para Leste longitudes (+) e para Oeste longitudes (-). A longitude é uma das coordenadas para localização sobre a superfície terrestre.

M

  • Mancal do pivô  São orifícios executados na placa ou nas pontes do movimento para alojar as extremidades dos eixos das engrenagens e alavancas. Nesses orifícios são colocados rubis com a finalidade de reduzir o atrito e o desgaste. Em relógios desprovidos desses rubis, os mancais nos quais os pivôs se movimentam ficam deformados com a perda da lubrificação e o tempo de uso.
  • Módulo  Relação entre o diâmetro primitivo e o número de dentes de uma engrenagem. O engrenamento entre duas engrenagens somente é possível se ambas tiverem o mesmo módulo.
  • Mola do balanço – O mesmo que Mola tipo Cabelo, (haispring).
  • Mola de Breguet – Tipo de mola de cabelo, de forma cilíndrica ou espiral cujo movimento a partir do centro de rotação do eixo de oscilação da roda de balanço faz com ela se desenvolva em expansão e contração, “abrindo e fechando” a sua geometria.
  • Mola tipo Cabelo / Mola do Balanço (Hairspring) – Tira metálica geralmente com seção transversal retangular, disposta helicoidalmente em um plano, ou configurando uma forma cilíndrica, com as espiras superpostas verticalmente.Essa mola é fixada em uma das extremidades na torneira e a outra no eixo do balanço. A sua elasticidade assegura a oscilação da roda do balanço. A energia necessária para manter o seu movimento de oscilação no Balanço é de cerca de 1/1000000000Cv. Uma oscilação de maior amplitude do Balanço resultará em atraso do relógio e vice-versa. O material utilizado na sua construção é uma liga metálica, usualmente o Nivarox.
  • Mostrador em arcadas – Mostrador no qual a trilha dos minutos constitui-se em arcos entre os numerais das horas, ao invés de uma trilha circular , concêntrica ao mostrador.
  • Movimento – Mecanismo interno do relógio totalmente acabado, não incluindo o mostrador e a caixa. É o conjunto das partes e componentes principais tais como a mola principal, balanço, escapamento, trem de engrenagens placas e pontes, sistema de carga da corda e ajuste dos ponteiros.
  • Movimento de Corda Manual  São movimentos que a mola principal ou corda é carregada manualmente através da coroa do relógio.
  • Movimento tipo Barred ou Ponte – É o movimento no qual a placa inferior é substituída por várias placas chamadas pontes, cada uma delas contendo uma roda. Esse tipo de movimento foi criado por Breguet como uma variante do calibre Lépine em 1850, tendo sido largamente utilizado na industria relojoeira Suíça.

N

  • Não-magnético – Campos magnéticos afetam de forma severa os componentes dos relógios, especialmente a roda de balanço e a mola de cabelo (hairspring). Atualmente, o emprego de ligas metálicas especiais para possibilitar a compensação pelo erro de temperatura tornou também essas partes, não-magnéticas, visto que essas ligas possuem essa propriedade. Pelo fato de existirem no mecanismo dos relógios componentes metálicos magnéticos o relógio pode sofrer, ainda, influencia dos campos magnéticos. Existem, no entanto, modelos construídos com proteções sobre o movimento, na parte interna da caixa que bloqueiam os efeitos do magnetismo.
  • Nivarox  – Liga metálica não magnética composta de ferro-níquel, cromo, titânio, alumínio e berílio criada pelo alemão Carl Hass?. O Nivarox foi concebido para melhorar a performance das molas da roda de balanço (mola de cabelo / hairspring) dos relógios. Eliminando a necessidade de compensação do erro de temperatura nas mesmas.
  • Nutação  É o movimento oscilatório do eixo da Terra. A nutação faz com que o pólo da terra descreva uma pequena elipse a cada 19 anos, afetando o seu período de rotação. O movimento de nutação foi descoberto no século XVIII e passou a ser considerado no cálculo da determinação do tempo sideral em 1926. Assim sendo, o Tempo Sideral passou a ser corrigido em 20 miliseg a cada 15 dias. O movimento de nutação do eixo da terra é um dos componentes do movimento de precessão dos equinócios cuja duração é de 25.800 anos.

O

  • Óleo  A lubrificação é um dos fatores essenciais para o correto desempenho e durabilidade do movimento. Periodicamente o movimento deve ser desmontado e ter o óleo removido de todos os mancais. Uma vez limpo o movimento dever ser lubrificado com o óleo adequado a cada tipo de mancal, segundo a sua velocidade e esforço, e em quantidades adequadas. Tanto a falta ou o excesso, bem como o óleo inadequado comprometem a precisão e a durabilidade do relógio.
  • Overcoil  Trata-se de um tipo de construção de espiral do balanço, inventado por Breguet. Sua característica é ter o ultimo segmento dessa espiral dobrado de forma a ser fixado no colar em um plano superior ao plano das espirais da mola do balanço. O overcoil foi inventado por Breguet em 1800.
  • Oscilação – Quando em movimento um pêndulo ou balanço oscila alcançando duas posições extremas. O trajeto de um lado a outro compreende UMA oscilação. Um pêndulo de um segundo apresenta UMA oscilação em DOIS segundos (veja vibração).

P

  • Paletas Parte do escapamento do relógio construída em aço ou latão com formato de ancora, normalmente localizada entre a roda de escape e a roda de balanço, recebe o impulso da roda de escape e transmite para balanço.
  • Pêndulo Em 1595, Galileu Galilei concebeu a teoria sobre o movimento de isocronia dos pêndulos. Um século depois, Christian Huygens construiu um relógio cujo sistema de regulação da marcha era composto por um pêndulo.
  • Pêndulo de Compensação – Trata-se de um pêndulo que concebido para compensar variações erro de temperatura. Grahan, em 1721, fabricou um pêndulo com reservatório de mercúrio no “BOB” (peso do pêndulo). O mercúrio expandia para cima e compensava a dilatação das hastes do pêndulo que se davam no sentido oposto. Harrison’s fabricaram também um modelo de pêndulo com compensação utilizando lâminas de coeficiente de expansão térmica diferentes, latão e aço. As hastes também foram fabricadas em madeira, porém uma perfeita compensação somente foi obtida com a descoberta do INVAR. Pêndulo de Torção – Tipo de pêndulo que apresenta movimento torsional ao invés de oscilar através da sua mola de suspensão. Esse tipo de pêndulo foi criado por Robert Leslie em 1793 e tem como característica o baixo consumo de energia para manter a sua oscilação. Um dos relógios que atualmente utilizam esse tipo de construção no pêndulo é o Atmos.
  • Pilares – Haste aparafusadas ou rebitadas nas placas do movimento para manter unidas e fixas entre si as placas e torneiras do movimento.
  • Pinhão Roda de acoplamento à roda dentada de diâmetro maior, também chamada coroa. O pinhão possui um número menor de dentes do que a coroa, deve ter, porém, o mesmo módulo, sem o qual não seria possível o acoplamento adequado com a outra engrenagem.
  • Pinhão central – É o pinhão do trem de engrenagem que recebe rotação a primeira roda. Normalmente centralizado no movimento.
  • Pino Canhão – Consiste em um eixo tubular, que contém o ponteiro dos minutos. Esse eixo envolve um outro, o eixo da roda central, mantendo um certo atrito de acoplamento. Através dessa forma de acoplamento é possível realizar o ajuste das horas nos ponteiros dos relógios.
  • Pino da Pulseira (spring bar) – Consiste de um eixo com extremidades retráteis através de mola, que permite a sua inserção entre as abas da caixa do relógio de pulso. A função do pino da pulseira é servir com eixo para a fixação da pulseira na caixa do relógio.
  • Pivô  Extremidade do eixo ou árvore cujo diâmetro é reduzido ou rebaixado. Tem a função de mancal.
  • Pivô Cônico – Designação para pivô “sem-ombros”, termo mais adequado. Esse tipo de pivô, suavemente cônico era utilizado o eixo do balanço com o intuito de conferir maior resistência.
  • Placa inferior – Parte do mecanismo situada próxima ao mostrador.
  • Placa traseira Parte do mecanismo situada mais distante do mostrador, ou seja, no lado oposto ao mostrador, próxima à tampa traseira do relógio.
  • Platina  Metal precioso, de considerável dureza e resistência. A platina é hipoalérgica e resistente à oxidação. É utilizada na relojoaria e na joalheria com 85 a 95% de pureza. Trata-se de um metal raro e extremamente valioso. A designação de platina também é utilizada para identificar a estrutura base do movimento, que pode ter a forma circular, retangular ou em tonneau.
  • Ponte – Parte metálica que serve de suporte/mancal para as partes rotativas do mecanismo do relógio. Diferentemente da “torneira” que tem função semelhante, a ponte é fixada em ambas as extremidades à placa traseira. Dependendo do tamanho da ponte a mesma pode ser estabilizada com a utilização de dois ou mais parafusos.
  • Ponteiros – O ponteiro dos minutos é fixado no prolongamento eixo da roda central. Esse eixo executa uma rotação a cada 60 minutos. A partir desse mesmo eixo, um par de engrenagens com relação de transmissão de 12:1 aciona o ponteiro das horas. O eixo do ponteiro das horas constitui-se de um eixo tubular encaixado sobre o eixo da roda central com uma rotação a cada 12 horas.
  • Ponteiros tipo Breguet – Trata-se de um ponteiro com design afilado, conhecido também como ponteiros tipo “LUA” possuem na extremidade um disco com um furo ligeiramente excêntrico o que lhe confere a forma de uma meia lua. Esse padrão foi largamente utilizado por cerca de 50 anos após 1800.
  • Ponteiro dos Minutos – Foi introduzido nos relógios no início do século XVI especificamente nos relógios astronômicos. Seu uso tornou-se generalizado com a adoção do pêndulo em 1657. Nos relógios de pulso o ponteiro dos minutos foi introduzido a partir de 1700 quando a roda de balanço foi inventada.
  • Primeira Roda ou Roda de Força  É a engrenagem do tambor da mola principal ou, no caso dos mecanismos com fuso, a engrenagem onde se localiza o fuso ou cone.
  • Proteção contra choque mecânico – Sistema Incabloc-Dispositivo mecânico colocado nas extremidades do eixo da roda de balanço com a função de absorver choques mecânicos que porventura sejam aplicados ao relógio. No sistema “incabloc” o mancal de rubi (jewells) é montado em uma cavidade que lhe permite o deslocamento axial e radial, assistido por uma mola. Dessa forma, eventuais choques são absorvidos pela mola, impedindo a propagação até o pivô do eixo da roda de balanço o que poderia causar a sua ruptura Um determinado relógio de pulso que possua esse sistema de proteção deve ser capaz de suportar uma queda de uma altura de 1m sobre uma superfície de madeira de carvalho, sem que haja qualquer dano ao seu mecanismo ou alteração na marcha.
  • Sistema S-S-R Super-Shock-Resist  Trata-se de um sistema análogo ao “Incabloc” tendo como diferença a forma de montagem do rubi na cavidade do mancal e a geometria da mola que absorve os impactos. O sistema S-S-R também atua da mesma forma que o “Incabloc”, absorvendo impactos radiais e axiais ao eixo da roda de balanço, evitando a sua ruptura.
  • Punção de Geneva – Criado pelo “Bureau de Controle des Montres de Genève” em 1886 para assegurar o correto uso da marca “Geneve” que notabilizou os relógios produzidos naquele Cantão da Suíça. Trata-se de uma marca, um símbolo que é gravado nos movimentos mecânicos dos relógios fabricados no Cantão de Genebra(Geneva). Essa marca é concedida apenas para os relógios fabricados naquele Cantão da Suíça, que tenham a maioria das operações de cada movimento ou a sua montagem na caixa, executada no Cantão de Geneva, apresentando, também, pelo menos 50 % dos custos totais do processo de produção incorridos naquele Cantão. Os movimentos devem ser mecânicos e ainda atender aos doze requisitos técnicos estabelecidos pelo Bureau:
  • PVD (Physical Vapour Deposition)  PVD é uma tecnologia utilizada no acabamento das caixas e pulseiras metálicas dos relógios. Trata-se de uma deposição de camada de titânio e ouro em câmara de alto vácuo. Esse processo confere alta resistência à riscos, à corrosão além de permitir acabamento de alto brilho e uma camada de alta aderência, com espessura da ordem de 1 a 2 microns aproximadamente.

Q

  • Quarta roda – É a roda motora, através do pinhão do seu eixo, da roda de escapamento. Nos movimentos com ponteiro de segundos subsidiário, esse ponteiro é conectado na extremidade do eixo dessa roda.

R

  • Regulador de Bosley Este tipo de regulador consiste de uma alavanca articulada em torno do eixo da roda de balanço, com uma extremidade deslizando sobre uma escala graduada + e –, Fast/Slow, na ponte do balanço e outra extremidade contendo fixado o “curb-pin”. Esse dispositivo foi patenteado por Joseph Bosley em 1755 sendo mais utilizado a partir de 1780. Foi substituído pelo regulador de Tompion na metade do século XVIII.
  • Regulagem fina – É a regulagem do desvio da marcha diária. Existem vários tipos de dispositivo para essa regulagem, entre eles o “pescoço de cisne”, e o “excêntrico”. A regulagem fina requer grande habilidade. Ao contrário do que se comumente imagina essa regulagem fina não significa aumento da precisão do relógio.
  • Relógio elétrico – Relógio operado por uma pequena bateria alojada em seu interior. Os primeiros modelos de pulso foram produzidos por uma fábrica dos Estados Unidos, a Hamilton Watch Co. em 1957. A duração da bateria era de aproximadamente 18 meses. Outros modelos foram desenvolvidos e a industria Suíça produziu um modelo também de pulso cuja bateria podia ser carregada a partir de uma fonte externa, uma simples pilha de lanterna.
  • Relógios mecânicos – São aqueles cuja energia para o seu funcionamento é fornecida exclusivamente por um mecanismo de corda, pesos, ou outro sistema peculiar como o vento, a variação da temperatura ou da pressão. Um sistema de engrenagens transmite o movimento a um sistema de regulação do tempo, a roda de balanço ou um pêndulo. Esse sistema de regulação é o responsável pela liberação controlada da energia armazenada, permitindo a marcação do tempo.
  • Relógios mecânicos automáticos – São relógios cujos movimentos recebem a corda através de um sistema de engrenagens acionado por uma massa oscilante chamada rotor, fixada geralmente no centro do movimento. Essa massa oscilante excêntrica, transfere a energia do movimento do braço do usuário do relógio para ser armazenada na mola principal do movimento (corda). Existem rotores colocados centralmente ao movimento e rotores excentricamente localizados denominados microrotores. Além disso essas massas excêntricas podem transferir a energia para a mola principal através de movimentos unidirecionais ou bidirecionais, conforme o modelo do movimento.
  • Relógios de Água – (veja clepsidra).
  • Relógios de Areia  (veja ampulheta).
  • Relógios de Fogo Relógios de Azeite, possuem um reservatório graduado em horas, no qual a azeite é armazenado. Conectado a esse reservatório um bico geralmente de porcelana, possui na extremidade um pequeno orifício por onde drena o azeite. A chama produzida nesse bico consome o azeite fazendo abaixar o nível do reservatório, propiciando, dessa forma, a leitura do tempo. Velas Cronométricas, eram um outro tipo de relógio de fogo. Eram constituídas de um bastão de parafina contendo ao longo do seu comprimento uma escala graduada, calibrada para o intervalo de tempo escolhido. A ação da queima no bastão, ao longo do seu comprimento permitia a leitura do intervalo de tempo transcorrido. Em algumas velas, pequenos insertos metálicos eram colocados nas marcas da escala, para que quando a superfície de queima da vela ali chegasse, provocasse a queda do mesmo sobre um aparador metálico, ocasionando um ruído. Era uma espécie de alarme rudimentar.
  • Relógios de Sol  Os primeiros registros dos relógios de sol datam de 742 aC. É um instrumento composto de um gnomon fixo a uma superfície que pode ser plana, esférica ou cilíndrica, podendo, também, apresentar diferentes graus de inclinação. Nessa superfície são gravadas as linhas horárias e de declinação. Com a rotação da terra sobre seu eixo, o Sol descreve uma trajetória no céu projetando a sombra do gnomon sobre superfície que contém as linhas horárias possibilitando a leitura das horas. O relógio de Sol indica a hora solar verdadeira ou hora local. Para a conversão para a hora solar média, hora legal (hora do relógio) são necessárias as correções determinadas pela Equação do Tempo e da longitude do local onde está situado o relógio de Sol e também da hora de Verão se for o caso.
  • Relógios de Sol analemático – Trata-se de um tipo de Relógio de Sol em cujo mostrador, além das linhas horárias e demais linhas, está desenhada a linha analemna. Essa linha representa a trajetória do Sol durante o ano no céu.
  • Relógios de Sol horizontal – É o instrumento cuja sombra do gnomon é projetada em uma superfície horizontal graduada.
  • Relógios de Sol verticais – É o instrumento cuja sombra do gnomon é projetada em uma superfície vertical graduada especificamente para essa condição.
  • Reserva de Marcha – É a quantidade de energia armazenada na mola principal do relógio necessária para mantê-lo funcionando por determinado tempo. Um mecanismo de engrenagens e alavancas conectado à roda do tambor da corda principal e indica no mostrador a quantidade de energia disponível para o funcionamento do relógio (veja Indicador de Reserva de Marcha). Existem também mecanismos que funcionam segundo os princípios aplicados aos dinamômetros e outros que se conectam diretamente ao eixo dos ponteiros.
  • Roda de Balanço – Balanço- É um componente do sistema de regulação da marcha do mecanismo do relógio, o qual compreende, a roda de balanço propriamente dita, a mola de cabelo, eixo, parafusos reguladores, mancais de rubi roda de escape e a âncora. As primeiras rodas de balanço eram fabricadas em aço e também latão, posteriormente outras ligas metálicas foram desenvolvidas, buscando dar à esse componente maior estabilidade dimensional quando das variações de temperatura. Atualmente o Glucydur é a liga utilizada na sua fabricação.
  • Roda central É a segunda roda do trem de engrenagens, localizada centralmente ao movimento no eixo da qual é fixado o ponteiro dos minutos.
  • Roda de Coluna – É um tipo de roda utilizado em cronógrafos para permitir a partida, parada e retorno a zero do ponteiro, sem que as forças utilizadas nesse procedimento sejam transmitidas para as engrenagens do movimento, o que poderia ocasionar danos. A roda de coluna é uma antiga solução para esse problema. A forma construtiva desse tipo de roda assemelha-se a uma torre de um castelo com os dentes semelhantes à murada. Os controles do cronógrafo atuam sobre essa roda e varias partes do mecanismo são controlados por alavancas que se encaixam nos espaços dos seus dentes, assegurando que cada parte do mecanismo do cronógrafo seja coordenada apropriadamente. Nos movimentos atuais a função da roda de coluna é realizada por um came.
  • Roda de Escape – É a última roda do trem de engrenagens, não considerando a roda de balanço. A Roda de Escape é a que possui maior velocidade de rotação entre as engrenagens do relógio.
  • Roda de Força – É a primeira roda do trem de engrenagens, a Roda de Força constitui-se na engrenagem acoplada ao eixo do tambor da mola principal sendo a responsável pelo acionamento do mecanismo.
  • Rolamentos ou mancais Orifícios perfurados nas placas dos movimentos para alojar os pivôs dos eixos das engrenagens. Em movimentos mais sofisticados nesses orifícios são colocados mancais de rubis sintéticos com o objetivo de redução do atrito e o desgaste. Os mancais de rubis são utilizados prioritariamente naqueles eixos com pivôs que possuem velocidade de rotação mais elevada.
  • Rotor – Trata-se da massa oscilante utilizada nos relógios automáticos para fornecer energia à mola principal (corda) do movimento. Nos modelos mais elaborados essa massa oscilante pode ser de ouro recebendo muitas vezes refinada decoração.
  • Rubi – (Jewel) É utilizado nos mancais dos eixos do movimento e também nas paletas da ancora do escape. Tem finalidade de reduzir o atrito. Os relógios antigos utilizavam pedras de rubi natural, atualmente são utilizadas pedras sintéticas. Usualmente a quantidade de rubis utilizada no movimento vem indicada no relógio. A safira também é utilizada nos mancais dos movimentos com a finalidade de reduzir o atrito. (veja também cristal de safira).

S

  • Superluminova – Considerado o material luminescente de última geração. É aplicado nos ponteiros e nos mostradores dos relógios, para permitir sua visualização na ausência de luz. Substitui o “Tritium” por ser não-radioativo. Trata-se de uma substancia pertencente à classe dos pigmentos inorgânicos fotoluminescentes do tipo Aluminato Alcalino-Terroso, que possuem elevada dureza e abrasividade. Atomos inseridos dentro dos cristais, quando ativados por luz externa, armazenam e ativam pontos de luminescência. Seus eletrons excitam subindo de uma camada para outra e ao retornarem ao nível original de valência emitem fóton (luz). O Superluminova quando exposto à luz solar, incandescente ou fluorescente por cerca de 30 segundos armazena energia para brilhar por 6 a 8 horas. Tanto a duração quanto a intensidade do brilho estão relacionados diretamente com a área e a profundidade do depósito desse material nos ponteiros e no mostrador do relógio. As suas propriedades fotoluminescentes são mantidas indefinidamente, a menos que seja exposto à umidade. A temperatura não afeta o seu desempenho ou a sua durabilidade.

T

  • Tempo aparente  O mesmo que Tempo Solar. É o Tempo indicado pelo relógio de Sol.
  • Tempo decimal  Criado pelos franceses em 1793, estabelecia que o tempo seria decimal assim como o sistema de pesos e medidas. A hora decimal possuía 100 minutos. Alguns relógios com mostradores decimais foram construídos. Mas a proposta dos franceses não teve êxito.
  • Tempo Médio de Greenwich- (TMG) – O observatório de Greenwich encontra-se exatamente no meridiano de longitude 0o . A Terra está dividida em 24 fusos horários e a hora é calculada em função do TMG. Ex.: São Paulo possui hora local de –3horas de TMG.
  • Tempo Universal Coordenado – (TU) À medida que viajamos para Leste ou Oeste a partir da longitude de grau zero(meridiano de Greenwich), a hora local sofre um desvio do TU de uma hora para cada 15o de longitude percorrida. Esse sistema foi introduzido pelo Canada e pelos EUA em 1883.
  • Titânio  O titânio é utilizado nas pulseiras e caixas dos relógios. Trata-se de um metal mais leve e mais resistente que o aço e não magnético. Sua resistência à corrosão em água salgada e propriedades mecânicas também são superiores à dos principais tipos de aços. O Titânio é considerado um material de características hipoalérgicas, o que o torna indicado para o uso em contato permanente com a pele. Encontrado na natureza em duas formas,Ilmenita (FeTiO3) e o rutilo (TiO2 ), o processo de obtenção do Titânio é complexo e de elevado custo.
  • Torneira da Roda de Balanço   Trata-se de um suporte fixo á placa do movimento através de uma extremidade. Na outra estão montados os dispositivos de absorção de choques e o mancal do pivô do eixo da roda de balanço.
  • Tritium-Trítio – O TrÍtio (H3) é um emissor de raios beta com meia vida de 12,33 anosutilizado nos relógios para produzir luminescência no mostrador e ponteiros. Ao emitir radiação beta o trítio decai em Helio He3 que é estável. Essa radiação emitida pelo Trítio pode ser bloqueada por uma simples folha de papel, não sendo considerada, portanto, danosa à saúde. Quando aplicada nos mostradores e ponteiros dos relógios a mesma é bloqueada pela caixa e o vidro. O Trítio isoladamente, não produz a luminescência, a radiação emitida por ele atua sobre um elemento químico chamado Fósforo, o qual recebe a radiação Beta do Trítio e tem seus elétrons excitados, produzindo então o brilho que nos permite a leitura do relógio na ausência de luz. A indicação do uso do Trítio nos relógios pode ser constatada pelas inscrições “T” , T 25″ ou “T<25” nos mostradores dos relógios, na posição das seis horas, em ambos os lados da inscrição “SWISS MADE”.
  • Turbilhão – Dispositivo criado por Abraham L. Breguet, em 1795 e patenteado em 26 de junho de 1801. O Turbilhão Regulador ou Turbilhão como é conhecido, é um dispositivo mecânico composto de uma “gaiola” giratória contendo o sistema de escapamento e balanço do relógio. Trata-se de um dispositivo que exige elevado grau de sofisticação para ser fabricado, motivo pelo qual poucos fabricantes o utilizam em seus relógios. O Turbilhão foi concebido por Breguet como forma de compensar as variações de marcha devidas à força de gravidade que causam perturbações sobre o mecanismo de regulação do relógio.

V

  • Válvula de Escape de Hélio  Trata-se de um dispositivo utilizados em relógios projetados para serem utilizados em mergulhos de grande profundidade. Esses relógios são utilizados por mergulhadores que permanecem longos períodos em câmaras de descompressão. Nessa condição o hélio penetra no relógio e durante o processo de descompressão força o vidro do relógio para fora da caixa, podendo ocorrer o seu deslocamento. A finalidade dessa válvula é permitir que o hélio saia de dentro da caixa do relógio, equalizando a pressão interna da caixa com a do ambiente, sem comprometimento da estanqueidade.
  • Vergê – Haste sobre a qual o balanço tipo Foliot é montado. O Vergê possui duas paletas montadas em ângulo aproximando de 90º ou 100º que são acionadas por uma roda do tipo coroa.
  • Vibração – Movimento do pêndulo ou outro sistema oscilante, limitado por duas consecutivas posições. O balanço de um relógio mecânico oscila cinco a seis vezes por segundo, ou seja , 18000 ou 21600 por hora. Alguns movimentos de alta performance podem apresentar até 10 vibrações por segundo, ou seja, 36000 vibrações por hora. Diferentemente da oscilação, a vibração equivale a duas oscilações (veja também freqüência).
  • Vidro mineral – Tipo de vidro utilizado em relógios, cuja composição contém minerais que lhe conferem uma dureza de 5 na escala Mohs. É portanto mais resistente aos riscos que o acrílico. A desvantagem do Vidro mineral é a sua fragilidade, ele se quebra em caso de batida. Quando temperado o Vidro Mineral é até duas vezes mais resistente que um Vidro Mineral normal. Ver Cristal.
  • Vidro de safira – Utilizado nos relógios mais finos, o vidro de safira é resistente aos riscos, tendo dureza de 9 na escala Mohs. (o diamante possui dureza 10). A safira utilizada nesses casos é a safira sintética. Ver Cristal de Safira.